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terça-feira, 31 de março de 2015

O colossal Sistema ômega.

Nos dias atuais acostumados que estamos com o uso do sistema GPS, com precisão característica e rápida taxa de atualização, mal podemos conceber os notáveis sistemas que equiparam as aeronaves numa navegação assistida no período da segunda guerra e do pós guerra. Sistemas utilizando radiofrequência, com baixa frequência sem o uso de satélites. O princípio dessa geração de sistemas, para assistir o voo, se assinala com os sistemas LORAN A e LORAN C ( ainda existentes) que eram espalhados pela costa americana, esse sistema era baseado em pulsos sequenciais a serem codificados. Essa sistema no entanto dependia de bases terrestres mais próximas, e apresenta bastante sensibilidade a interferências geradas pelo próprio sistema elétrico da aeronave. Mas com a necessidade de avanços mais significativos e amplos em se tratando de batalhas a grandes distancias (eventuais ,pela guerra fria) surgiu um novo sistema que , seria o primeiro ter alcance global , o sistema OMEGA.
Figura1: Formação de hipérboles entre as ondas transmitidas Omega foi um sistema de radionavegação por baixa frequência (10 a 14 kHz) utilizado para obter a posição de aviões e navios e determinar as suas rotas. Operado pelos Estados Unidos da América e por seis outros Estados parceiros, o sistema OMEGA foi o primeiro sistema de radionavegação de âmbito global, isto é utilizável em praticamente toda a superfície da Terra. As primeiras seis estações ficaram operacionais em 1971, permitindo a operacionalidade do sistema, embora com algumas limitações no Pacífico Sul e na região Antárctica, tendo a gestão do sistema sido entregue à Guarda Costeira dos Estados Unidos da América, baseava-se na operação de 8 transmissores de onda longa, transmitindo em frequências entre os 10 kHz e os 14 kHz, localizados em posições geográficas muitos distanciadas (na realidade grosso modo um em cada continente) por forma que em cada ponto da superfície terrestre fosse possível receber o sinal transmitido por pelo menos três deles a partir de ângulos que permitissem uma triangulação segura da posição.
Figura 2: posicionamento das antenas do sistema no globo A determinação da posição era feita a partir de um modelo hiperbólico de linhas de posição determinadas pela comparação da fase dos sinais recebidos de cada uma das estações que pudessem ser escutadas no processo de obtenção da posição. Este método permitia obter posições com um erro máximo e 4 milhas náuticas, ou seja um desvio máximo em relação à posição determinada da ordem dos 2,2 km. As antenas que transmitiam para esse sistema eram as maiores estruturas já vistas, para esse fim. Apesar de ter sido concebido inicialmente como um sistema militar, num processo comum a muitas outras tecnologias (como o GPS), o OMEGA foi progressivamente sendo adoptado para uso civil, passando a equipar aviões comerciais e navios mercantes. No entanto mesmo antes de operacionaliza-lo outra vertente surgia como solução para as comunicações globais , a idéia surgiu logo depois da segunda guerra em 1945 quando Arthur Clarke um oficial da RAF, propos em um artigo a colocação de tres satélites repetidores em torno da terra. Daí , em diante conhecemos a história, e logo o sistema GPS (navstar) passou a ser mais viável que o OMEGA e este foi desligado em 1997.