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sábado, 23 de março de 2013

Sistema NOTAR


Em 1986, a McDonnell Douglas testava um protótipo de um helicóptero com um novo sistema anti-torque, denominado NOTAR (No Tail Rotor).
O principal objetivo do sistema era de se aumentar a segurança, eliminamdo os acidentes em solo ou voo com o rotor de cauda.
O efeito anti-torque é obtido captando-se o ar empurrado para baixo pelo rotor principal (Down Wash) que, através de um blower, é comprimido e direcionado para o duto do cone de cauda, que o mantém pressurizado (baixa pressão) e, de acordo com o comando dos pedais, é liberado na extremidade lateral móvel do cone de cauda por slots gerando efeito anti-torque.
É um sistema que possui vantagens, eliminando o longo eixo de acionamento do rotor de cauda, assim como a caixa de 90º. Porém, uma de suas limitações está relacionada a capacidade de oferecer ação anti-torque em aeronaves de médio e grande porte.
Atualmente, os modelos que operam com sistema NOTAR são conhecidos pela série "N" Explorer.
Após a aquisição da McDonnell Douglas pela Boeing, na década de 1990, houve investimentos e modernização, além da criação da MD Helicopters, responsável pela fabricação dos modelos.

Essa aeronave é operada por algumas forças policiais e empresas de táxi aéreo.
Apesar de ser um eficiente e moderno helicóptero o seu preço é muito alto.
Os helicópteros MD, monomotores e bimotores, estão entre as aeronaves de asas rotativas mais seguras do mundo, consagradas pelo sistema NOTAR que, além de inovador foi muito audacioso.

Délcio Serra

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

 OS ESTAIS OU MONTANTES


A UTILIZAÇÃO DOS ESTAIS OU MONTANTES SUPORTANDO AS ASAS NUM  PONTO  CENTRAL NA METADE  DO COMPRIMENTO DE CADA UMA DELAS NAS AERONAVES DE PEQUENO PORTE DE ASAS ALTA.      


 
    É QUASE UNIVERSALMENTE CORRETO , DIRÍAMOS ASSIM,  DESDE CRIANÇA  GOSTO DO DESIGN DAS AERONAVES  INOVADORAS  E PARA  FALAR A VERDADE  AQUELES "PALITINHOS " SOB AS ASAS NUNCA ME SOARAM BEM, POR QUE  NINGUÉM TIROU ISSO DAÍ? (PENSAVA EU) ISSO NÃO É NADA AERODINÂMICO. NO ENTANTO APÓS  ALGUNS  ANOS DE STUDO E MATURAÇÃO DAS IDÉIAS PASSAMOS A ENTENDER COM MAIOR  PROPRIEDADE OS ASPECTOS QUE ENVOLVEM ESSE RECURSO (A UTILIZAÇÃO DE MONTANTES) E OS BENEFÍCIOS QUE O USO DESSES SUPORTES PODE TRAZER A PROJETO DE NOSSO AVIÃO.

DÉCADAS ATRÁS , QUANDO A AVIAÇÃO DE PEQUENO PORTE  ERA TAMBÉM DE GRANDE PORTE  E O DESENHO  GERAL DOS AVIÕES SEGUIA UMA MESMA LINHA , DEPENDÍAMOS EM MUITO DOS MONTANTES USADOS ATÉ ENTÃO COMO FIXAÇÃO ENTRE AS ASAS DOS MULTIPLANOS, ATÉ QUE HOMENS INOVADORES COMO HOWARD HUGHES NOS LIBERTARAM DESSA IDÉIA  COM UMA TACADA (NO CASO DE HUGHES LITERALMENTE) GENIAL, PERMITINDO UMA DISTINÇÃO DO QUE SERIA ENTÃO  AVIAÇÃO LEVE , EXPERIMENTAL, E AQUELA DE ALTO DESEMPENHO, A SOLUÇÃO PASSOU  ENTÃO A TENDER  DE FORMA GERAL ÀS AERONAVES DE ASA BAIXA , CANTILEVER ONDE  A FIXAÇÃO DESSAS CRUZA  A FUSELAGEM INTERNAMENTE, DE FORMA QUE O PESO DELAS  TENDENDO A FAZÊ-LAS CAIR FOSSE "REPARTIDO" E TAMBÉM SUPORTADO PELO CORPO DO AVIÃO, DAÍ EM DIANTE  CONHECEMOS A HISTÓRIA, AS AERONAVES PASSARAM A SER MAIS VELOZES, AERODINÂMICAS ,POTENTES  E PESADAS TAMBÉM.


 
 
 
PENSEMOS UM POUCO...... AO COMEÇAR O PROJETO DE MINHA AERONAVE PERCEBO QUE , FAZER UM AVIÃO  DE ASA BAIXA , NÃO  O TORNARIA TÃO  ESTÁVEL  LATERALMENTE QUANTO  UM DE ASA ALTA, POIS BEM,  PARA TERMOS UMA ASAS ALTA SEM MONTANTES PRECISARÍAMOS NO MÍNIMO DE UMA  ESTRUTURA ALAR DE DUAS LONGARINAS COM GROSSOS PERFIS DE ALUMÍNIO 6061-T6,, CHAPA 0,040" ALUMÍNIO 6061-T6 OU 2024-T6, REBITES SÓLIDOS MAJORITARIAMENTE, UM NÚMERO  MAIOR DE NERVURAS  E REFORÇADORES SOBRE ESSAS , E AINDA  SIM HAVERIA  ALGUMA DEFLEXÃO.
 
 
 
ACIMA DA CABEÇA DO PILOTO DEVERIA  TER AINDA  ESTRUTURA CONSIDERÁVEL EM AÇO CROMO MOLIBDÊNIO (TUBOS) ONDE AS NERVURAS DE AMBAS AS ASAS IRIAM  TRANSPASSAR O QUE AUMENTARIA  A ÁREA PLANA EQUIVALENTE DE NOSSO AVIÃO , E O PESO CONSIDERAVELMENTE TAMBÉM.



DE OUTRO LADO O USO  DE UM OU DOIS MONTANTES  DE ALUMÍNIO 2024, NOS PERMITIRIA UMA ASA DE CONSTRUÇÃO MUITO MAIS LEVE QUE A ANTERIOR PODERÍAMOS DIZER QUE A METADE DO PESO.  UMA ASA (UM LADO) FIXADA COM MONTANTES ERGUE O AVIÃO POR QUATRO PONTOS ( NO CASO DE MONTANTES DUPLOS) DE FIXAÇÃO, DOIS SOBRE A CABINE E DOIS  JUNTO AO CONJUNTO DE FIXAÇÃO PERTO DO TREM DE POUSO. ALÉM DISSO ESSE TIPO  DE FIXAÇÃO NÃO NECESSITA  QUE A ESTRUTURA DAS ASAS TRANSPASSE  A CABINE OU A FUSELAGEM E ISSO OTIMIZA  O VOLUME INTERNO. DESSA FORMA PERCEBE-SE QUE OS MONTANTES PERITEM  UMA MELHORA CONSIDERÁVEL EM FATORES PRIMORDIAIS DE NOSSO PROJETO, NAS AERONAVES EM QUE  MAIS FREUQENTEMENTE SE VÊ ESSE RECURSO, ELE NÃO REPRESENTA PERDAS CONSIDERÁVEIS EM AERODINÂMICA , E NO ASPECTO VISUAL UMA PINTURA BEM ELABORADA PODE HARMONIZAR BEM AS COISAS.


RAPHAEL ELIAS COELHO BORGES